quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Natal fora de casa

Intercambistas tailandesas contam como é passar o natal longe do país de origem


O intercâmbio cultural está cada vez mais presente dos currículos de estudantes do mundo inteiro. No Brasil, há o American Field Service (AFS) que oferece programas escolares e que leva o estudante para o outro lado do mundo. Mas como será passar o natal longe do país de origem, família e amigos?


Na região centro-oeste há estudantes da Nova Zelândia, Bélgica, Estados Unidos, Finlândia, Alemanha e Tailândia. Kanokporn Hongthong é tailandesa e está em Rio Verde desde o início do ano. Segundo ela, a festa natalina da Tailândia não é tão grande como no Brasil, pois o cristianismo não é a religião predominante no país asiático. Ela afirma que há árvore de natal e luzes em alguns lugares. “Lá a decoração começa  a ser exibida no começo de dezembro e é retirada no fim de janeiro”, conta a intercambista. Onde mora agora, no interior de Goiás, Kanokporn diz que começaram a enfeitar no fim de novembro e sua família hospedeira planeja retirar a árvore de natal antes do ano novo.

De acordo com a estudante, sua família natural apenas organiza um jantar entre os membros da casa e não costumam convidar parentes e amigos. Já na família hospedeira de Rio Verde, ela vai participar de uma festa na fazenda da família  com vários parentes.


Nid Thinsuk também é tailandesa e vive em Brasília. Onde Nid mora no país natural, não há natal, também por conta da religião. A família natural da intercambista não comemora o natal, mas ela costuma comemorar a data com professores americanos e filipinos. Os planos da família hospedeira de Nid é reunir toda a família e realizar amigo oculto.



O AFS deseja a todos boas festas! E que em 2011 Brasília tenha vários intercâmbistas e envie muitos brasilienses para fora do país!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

História do AFS

Durante a primeira guerra mundial, setenta e quatro americanos organizaram o American Field Service e atuaram como motoristas voluntários de ambulância, em Paris, retirando os feridos de guerra das linhas de conflito. Durante a guerra o número de motoristas voluntários cresceu para quase 2.500. Eles não usavam armas, tinham a missão de ajuda e solidariedade, não de conflito.


Após a primeira guerra, os primeiros AFSers viram o quanto haviam aprendido sobre a vida e a cultura do país no qual viveram e trabalharam lado a lado com os franceses. Sentiram neste momento, a necessidade de promover o entendimento e a irmandade internacional de forma a diminuir a intolerância entre os povos por meio de intercâmbios.

O American Field Service contribuiu também na segunda guerra mundial. Todas as forças voluntárias do American Field Service estavam estacionadas na Europa, Syria, África do Norte, Índia e Burma. Após este período, em um número muito maior e com participação de integrantes de diferentes países, seus membros decidiram criar uma organização que teria o objetivo de promover o entendimento cultural entre as nações . Assim, em 1947, surgia o AFS Intercultural Programs, hoje a maior organização de intercâmbio cultural do mundo. Começaram o programa levando estudantes secundaristas de 10 países diferentes para os Estados Unidos para um ano de experiência intercultural, sempre unidos na determinação de promover a paz através dos contatos entre pessoas de diferentes culturas.

No Brasil, os primeiros registros do AFS datam de 1955. Foram cartas do AFS Internacional com informações sobre programas de intercâmbio endereçadas à Seção Cultural da Embaixada dos Estados Unidos, no Rio de Janeiro. Mrs. Ann Logan, Assistente Cultural, recebeu os primeiros formulários para a seleção de candidatos e foi a primeira encarregada de organizar o AFS neste país. Seu trabalho foi dividido com a Sra. Aracy Muniz Freire, da Comissão de Bolsas do IBEU.

Em agosto de 1956, sete jovens do Brasil viajaram para os Estados Unidos, dando início no Brasil aos programas de Intercâmbio do AFS. Passados mais de cinqüenta anos, o AFS promove 700 intercâmbios anuais e possui cerca de 1200 voluntários.

Até 2010 mais de 412 mil pessoas já participaram dos programas AFS. Atualmente o AFS está presente em 88 países e é a organização líder mundial no campo de intercâmbio cultural. São mais de 43 mil voluntários ativos no mundo. No Brasil, são 86 comitês e quase mil voluntários.



O que é o AFS




Somos uma organização não governamental, sem fins lucrativos, promotora da paz, fundada em 1956. Ajudamos a construir um mundo solidário por meio do intercâmbio cultural entre os povos. Somos membros do AFS Intercultural Programs, antigoAmerican Field Service, cujos programas de intercâmbio ajudam a desenvolver a cidadania e oferecem aos participantes oportunidade de imersão em outras culturas, crescimento pessoal, expansão de possibilidades no campo social e profissional, assim como o aprendizado de outras línguas e costumes.

O AFS atua da seguinte maneira:

  • na promoção do aprendizado intercultural, por meio de intercâmbio cultural entre os povos, sobretudo para jovens que desejam estudar ou trabalhar voluntariamente no exterior;
  • na formação de uma rede de voluntários comprometidos com os valores da instituição, com o desenvolvimento da cidadania e com a construção de um mundo melhor. 


O que você aprende com o AFS?
O AFS promove, por meio dos intercâmbios, o aprendizado intercultural e a compreensão internacional, além da troca de experiência de vida entre os indivíduos e oportunidades para o desenvolvimento pessoal e social.
No AFS você será preparado para vivenciar profundamente cada parte da experiência intercultural. A todo momento você terá a oportunidade de viver situações novas em sua vida: uma nova família, um novo ambiente, uma nova escola ou instituição, uma nova língua e novos hábitos. Com isso, você terá a chance de amadurecer e desenvolver sua compreensão, flexibilidade, independência, responsabilidade, tolerância e comprometimento.

O que você ganha fazendo intercâmbio?
  • Conhece outras culturas
  • Faz novos amigos
  • Aprende uma língua estrangeira
  • Tem uma experiência de vida em outro país
  • Aprende a vivenciar o novo e superar as dificuldades
  • Fica mais independente e maduro

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Treinamento de Presidentes

Nos dias 11 e 12 de dezembro aconteceu o Treinamento de Presidentes organizado pelos voluntários Pedro Sousa e Stephanie Melo e facilitado pela última. Estavam presentes voluntários da região COE, PAN, SP2 e SDE: Renata Bittes, Ivan Kimura, Wagley Kenner, Jaqueline, Julio, Gabriel e João. Os participantes puderam perceber as atividades do comitê, assim como dificuldades e possíveis soluções, entender as funções do presidente, saber mais sobre finanças, marketing, e gerenciamento de crises dos comitês. Todos se despediram conhecendo mais a estrutura do AFS Brasil e trocando experiências.


Veja algumas fotos do evento:




O Voluntariado do AFS



Você já deve ter ouvido falar em algum momento da sua vida que se cada um ajudar podemos construir um mundo melhor. O que você acha de se juntar aos 100.000 voluntários do AFS espalhados pelo mundo com o objetivo de ajudar a promover a paz social através da troca de culturas? No Brasil são mais de 1200 voluntários, em cerca de 96 comitês, participe!

Os voluntários são a base de nossa organização, sendo responsáveis pela maior parte das operações do AFS. Se você se tornar um voluntário, você fará novos amigos, compartilhará experiências, expandirá sua visão do mundo, aprenderá mais e e principalmente ajudará outros como você que trabalham para um mundo mais justo e pacífico.

Atividades dos Voluntarios do AFS

  • Seleção de candidatos aos programas de intercâmbio;
  • Seleção de famílias para hospedar os estudantes estrangeiros;
  • Orientação às famílias hospedeiras e aos estudantes;
  • Elaboração de programas especiais;
  • A articulação de parcerias com escolas e outras organizações;
  • Seleção de escolas para estudantes estrangeiros.


Mora no Distrito Federal e está interessado em se tornar voluntário? Ligue pra gente: (61) 9133-8208.
Mora em outra região? Se informe aqui.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Natal do comitê Brasília

No último dia 5, o comitê Brasília comemorou o natal com várias nacionalidades. Estavam presentes voluntários, intercâmbistas, returnees, curumins e familiares. Na festa houve jantar, troca de presentes com o amigo oculto e uma dinâmica para conhecer quem estava presente no local.

Veja algumas fotos:
Voluntário Pedro Sousa, returnee de 1965 João Miguel Feu Rosa e presidente do comitê Ivan Kimura









quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

AFS no "Café com Turismo" da UFMS/Aquidauana


AFS – Intercâmbio Cultural, este foi o tema do descontraído e atrativo "Café com Turismo" realizado pelos acadêmicos do curso de Turismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Aquidauana (CPAQ).
O Café com Turismo é promovido sob a coordenação da Professora Lilian da Silva Paiva e na manhã da última quarta-feira, 17, contou com a apresentação dos voluntários da Ong AFS Intercultural Programs, que realiza, coordena e promove intercâmbio cultural e estudantil por todo o mundo.
O auditório do Campus 2 da CPAQ ficou repleto de acadêmicos que recepcionaram calorosamente os voluntários. Na apresentação a participação dos futuros turismólogos foi expressiva demonstrando interesse em conhecer mais sobre o AFS  e sua atuação na promoção da paz entre os povos.
Na ocasião as três intercambistas tailandesas: Sirinate, Mew e Nun, que estão a quase um ano residindo em Aquidauana, se apresentaram, falaram sobre a Tailândia e suas tradições, a importância do trabalho da AFS, a visão que elas têm sobre a cidade de Aquidauana, o convívio familiar e social que elas estão tendo aqui.
A voluntária Larissa, que atualmente é família hospedeira de uma das tailandesas expôs ao público quais as vantagens e satisfação que se tem de poder colaborar com a AFS sendo voluntário, abrindo a ‘casa' para o mundo, ou seja, se colocando a disposição para hospedar os estrangeiros, criando um convívio familiar que propicia aos familiares, ao próximo conviver com uma pessoa que tem hábitos e tradições diferentes e que se ‘abre ‘para conhecer a cultura local.
A professora voluntária e que há muitos anos foi presidente do comitê da AFS em Aquidauana, Cândida Cunha, contou a história da AFS, o surgimento da ONG e qual a missão principal desta associação, que é corroborar com a difusão de diferentes culturas aliado a promoção da paz mundial.
O AFS Intercultural Programs está presente no Brasil há muitos anos, e em Aquidauana, que pertence a Região Pan na divisão regional da Ong, está estruturada com uma equipe de aproximadamente 12 voluntários, dentre eles professores, estudantes, militares e jornalistas, e é presidida pela aquidauanense Jaqueline Arimura.
Para encerrar o Café com Turismo as tailandesas apresentaram uma dança típica da Tailândia, com direito a vestimenta original e música tailandesa.
O AFS é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, promotora da paz, fundada em 1956, que oferece oportunidades de aprendizagem intercultural para contribuir com as pessoas no desenvolvimento do conhecimento, das habilidades e do entendimento necessários para criar um mundo com mais justiça e paz. Reconhecida como Utilidade Pública Federal e é uma das ONGs de intercâmbio mais renomadas atuantes no país.
Quem estiver interessado em conhecer mais sobre a AFS, ser voluntário nessa missão mundial ou quiser saber como participar de intercâmbio e concorrer a bolsas, basta entrar em contato pelos telefones: 9127-1133 ou 9623-3496 ou acessar o site da afs no endereço: www.afs.org.br.
Fonte: Rosileny Ribeiro – DRT 703/MS - Voluntária AFS-Aquid.
http://www.anastacionoticias.com.br/index.php?pagina=noticias-ver&codigo_noticia=23816

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Convite: Natal Comitê Brasília

No dia 5 de dezembro, próximo domingo, haverá um jantar de natal promovido pelo comitê Brasília. Intercâmbistas, futuros intercâmbistas, voluntários, famílias hospedeiras e interessados estão convidados.



Onde: SQN 408 BL "C" Salão de festas
Horário: A partir das 18h
Preço: R$10,00 por pessoa na entrada.  Crianças até 10 anos não pagam
Favor confirmar presença e número de convidados até dia 02 de Dezembro. 




Realizaremos também um amigo oculto. Pedimos aos interessados em participar que tragam uma lembrancinha de até 15 reais.


Esperamos por vocês e desejamos desde já um
Feliz Natal , Merry Christmas, Frohe Weinachten, Feliz Navidad ,Glædelig jul , Hyvää Joulua, Joyeux Noël, Mutlu Noeller

Encontrão: ORCA I e Last Camp

O Orca I e o Last Camp aconteceram no último fim de semana na fazenda da voluntária Clara Cunha em Luziânia. Havia 4 voluntários do AFS administrando as orientações de 3 futuros intercâmbistas - Bruna, Lucas e Pedro que vão para a Alemanha em fevereiro - e 4 intercâmbistas que voltam para casa em janeiro - gringos da Tailândia, Finlândia, Estados Unidos e Nova Zelândia.

No sábado, as orientações começaram por volta das 15h. No fim da tarde alguns curtiram o calor na represa do local. O cardápio da janta foi pizza. De barriga cheia, muitos jogaram twistter já de madrugada.

No domingo, às 9h os voluntários acordaram os participantes de ambas orientações. Por volta das 14h todos almoçaram e voltaram para a casa. Agora a Bruna, o Lucas e o Pedro já podem arrumar a mala, pois estão prontos para embarcar. E as 7 intercâmbistas também podem começar a dar tchau, pois voltam em janeiro apesar de terem amado o Brasil e não quererem voltar.

Esperamos que todos tenham gostado!

Dinâmica do barbante para todos se conhecerem

Parte da galera que participou

Voluntários: Renata Bittes, Pedro Sousa e Clara Siracusa. Faltou a Clara Cunha.

Da esquerda para a direita: Kwan (Tailândia), Hanna (Finlândia),
Nid (Tailândia), Amonsim (Tailândia), Tanna (EUA), Morgan (Nova
Zelândia), Fancesca (EUA)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Encontrão: ORCA I e Last Camp

No próximo fim de semana, dias 27 e 28 de novembro, o AFS Brasília estará concentrado em orientações. Haverá o Orca I direcionado para os brasilienses que irão embarcar no início do ano. E o Last Camp, para os intercâmbistas que estão aqui e voltam para o país natural no início de 2011.

Os voluntários estão se movimentando para ser um encontro de sucesso e diversão.

Mais informações e fotos em breve!

Fazenda em Luziânia, onde acontecerá o encontrão


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

AFS Portugal: Programa de intercâmbio estudantil já envolveu mais de dois mil portugueses



De Portugal partiram 44 jovens para 13 destinos e de 25 países de todo o Mundo chegaram 66 estrangeiros, para um ano de intercâmbio estudantil entre nós. Mudam de país e de família à procura de uma experiência que certamente os marcará para a vida.

Sentados à volta de uma mesa, num último andar de um prédio pombalino da Baixa de Lisboa, janela aberta de par em par para o Castelo de São Jorge, estão dois jovens americanos, um argentino, uma colombiana, uma chinesa e um português. Por enquanto, ainda comunicam em Inglês (os que sabem), mas dentro de poucos meses asseguram-nos que já estarão todos a conversar sem pudor em Português, fruto da sua integração na escola e nas famílias que os vão acolher em suas casas.

Ágúst, Jessica, Francisco, Camila e Ying têm entre 16 e 18 anos e são apenas cinco dos 66 jovens de 25 nacionalidades e origens tão distantes como a Nova Zelândia, China e Tailândia que escolheram Portugal para viver e estudar nos próximos 10 meses. Integram o programa da Intercultura-AFS, uma associação internacional com quase 100 anos, presente em 54 países e em Portugal desde 1956, que promove o intercâmbio de jovens, integrando-os em famílias que os recebem gratuitamente em sua casa. Desde 1956, mais de dois mil portugueses já participaram neste programa.

Miguel Cansado Lopes, 18 anos, esteve no ano passado numa pequena cidade do Oregon, nos EUA, em casa de um casal de 65 anos que há anos acolhe jovens "AFS'ers". "Fui o 12.º aluno que eles acolheram. Foi brutal", diz, insistindo que foi a "melhor experiência" da sua vida. "É tudo novo, as pessoas são novas, há tanta coisa para aprender. É uma experiência arrebatadora", diz, confessando não ter tido saudades de casa.

Para Miguel, não há dúvidas de que este programa "promove a paz. As pessoas aprendem outra cultura em vez de estranharem e rejeitarem o que não conhecem, ficam mais abertas ao Mundo e isso é muito bom". Além de fazerem amigos e de ganhar fluência numa língua estrangeira, apesar do "senão" de às vezes não terem equivalências nos estudos.

A língua foi, para Francisco Azevedo e Silva, 18 anos, o maior ganho da sua estadia em Jicín, uma cidade a 90 km de Praga, na República Checa. "Ganhei uma língua nova, ainda que ninguém a fale", diz, a brincar. Incentivado pela experiência da mãe, que há 30 anos foi estudante AFS nos EUA, Francisco cedo decidiu que queria fazer o programa. E o mesmo fez agora a irmã mais nova, Rita, que partiu para um ano na Sicília, sedenta de descobrir a riqueza cultural de Itália.

A mãe admite que custa vê-los partir, mas ameniza as saudades com o facto de saber que estão "a aprender a lidar com todo o tipo de situações e a ficar mais bem preparados para a vida". "Digo--lhes para não perderem tempo com saudades, porque há tudo para viver e para aprender. Eles vão voltar e nós estaremos cá", diz, segura, Paula Lauer.

O programa AFS destina-se a alunos do Secundário, que tenham entre 15 e 18 anos, bom desempenho escolar e motivação para aprender com experiências diferentes. Após a inscrição, há um processo de selecção e preparação que inclui campos de orientação. O custo varia entre 6150 euros para a Europa e 8585 euros para os EUA (inclui viagens, seguro médico, despesas escolares e actividades). Neste momento, a AFS ainda procura famílias portuguesas dispostas a acolher estudantes em sua casa.

AFS Portugal: À procura de uma aventura e de aprender novo idioma


Incentivados pela experiência da mãe - que nos anos 80 foi estudante AFS nos Estados Unidos - Francisco, 18 anos, e Rita Azevedo e Silva, 16, cedo decidiram que também queriam partir à "aventura" para um país desconhecido.

Francisco esteve no ano passado em Jicín, na República Checa, Rita partiu no início de Setembro para a Sicília, Itália, o seu "país de sonho", que escolheu por querer seguir artes e por entender que tem muito para lhe mostrar em termos culturais. Não a assusta o facto de ainda dominar mal o Italiano e, muito antes de partir, já tinha adicionado as suas novas "irmãs" no facebook e habituou-se a falar-lhes através da Internet, com a ajuda do tradutor do Google.

Ambos escolheram destinos com línguas que não conheciam, o que, para a mãe, é uma vantagem. Francisco diz mesmo que aprender "uma língua nova" foi o principal ganho da sua estadia e admite que lhe poderá vir a ser útil, visto que quer estudar Medicina e na República Checa há duas faculdades internacionais.

Do que mais sentiu falta foi do mar e o que mais lhe custou suportar foi o frio e a neve. Dos 10 meses que lá esteve, seis foram de neve e chegou a apanhar 23 graus negativos. Mas na bagagem trouxe "milhões" de amigos e várias experiências novas, algumas que até gostava de fazer vingar em casa, como o facto de os checos descalçarem os sapatos com que andam na rua sempre que chegam a casa ou ao trabalho.

Francisco também se surpreendeu com o facto de os checos serem "exigentes e muito mais aplicados no estudo" e das raparigas serem muito "desinibidas" com os rapazes.
Reconhece que regressou diferente. "Mudei a forma como olho para as pessoas, sou muito mais aberto em relação aos outros e não sou tão crítico".

Com Francisco na República Checa, a mãe e Rita decidiram ser família de acolhimento e receberam em casa Essi, uma finlandesa de 17 anos. Uma experiência "muito interessante", diz Paula Lauer, que recomenda a todos sem medo dos custos. "Mais uma pessoa em casa não se sente".

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1693644

Um tempo para se reciclar


Jovens brasileiros aderem ao período sabático entre o ensino médio e a universidade. E isso pode fazer bem para a futura carreira, garantem especialistas


A tendência é mundial. Jovens britânicos, australianos, neozelandeses e israelenses terminam o ensino médio e, antes de entrar na faculdade, tiram o seu gap year. O termo significa um “ano em suspenso”, dedicado a viagens pelo mundo, trabalhos voluntários ou cursos específicos – de preferência, realizados longe de conhecidos e de casa. A pausa é uma maneira de viver experiências diferentes, uma forma de amadurecer, de adquirir bagagem para a vida adulta e de pensar com calma a profissão futura. A prática começa a ganhar força no Brasil. Embora a maioria dos jovens que terminam o ensino médio emende cursinho, faculdade e trabalho, alguns estão tirando uma espécie de período sabático, que pode durar até um ano. Ficam longe do frisson profissional, mas ganham experiência de vida. O que, segundo especialistas, pode ser um diferencial na hora de batalhar espaço no mercado de trabalho, especialmente se a viagem proporciona o aprendizado de outra língua ou alguma especialidade.

Pedro Augusto Silva Santos, 19 anos, terminou o ensino médio sem a certeza da profissão que seguiria. Sentia-se inclinado ao direito, mas só decidiu por economia depois de passar 2009 no Canadá. “Meu pai percebeu que eu estava inseguro e disse: ‘Vá ficar um tempo fora’”, conta Santos, que atualmente faz cursinho. Em Vancouver, ele participou do Foundation, programa oferecido pela STB (agência de intercâmbio), que auxilia o aluno a escolher sua carreira. Patrícia Mendoza, 19 anos, também se sentiu segura para escolher a profissão após deixar a família, de classe média alta de Belo Horizonte, para realizar um trabalho voluntário numa escola de educação infantil na cidade de Barooga, na Austrália. “Minhas amigas diziam: ‘trabalhar de graça, pra quê?’Mas garanto que ganhei muito mais que dinheiro”, resume Patrícia, que apostou num pacote da ONG AFS Intercultura Brasil e agora pretende cursar relações internacionais. Viajar para fazer trabalho voluntário também é tendência no Brasil. “A nossa expectativa de crescimento na venda de pacotes para este ano é de 40% em relação a 2009”, diz Gisele Mainardi, gerente de produto da Central de Intercâmbio.

O gap year é uma modalidade do período sabático. O termo é antigo (leia quadro), mas vem adquirindo novos contornos. “O conceito original está ligado a um afastamento para a realização de um projeto pessoal, como escrever um livro”, diz Herbert Steinberg, autor do livro “Sabático, um Tempo para Crescer”. Hoje, no entanto, não é fundamental ter um projeto pessoal definido para fazer uma pausa e as malas. Com a correria da vida cotidiana, o período sabático tem funcionado como uma válvula de escape. Ou seja, um tempo para respirar, fazer um balanço da vida, reciclar ideias, redefinir metas. Foi para fugir do estresse que, há dois anos, o advogado Fernando Correa de Camargo Neto, 30 anos, pediu demissão e viajou durante nove meses por 30 países. “Eu trabalhava muito e não tinha tempo para a minha vida pessoal”, diz Camargo. Depois de escalar o vulcão Pacaya, na Guatemala, participar de uma produção cinematográfica em Bollywood, na Índia, e pular com guerreiros masai na Tanzânia – quando estão felizes, os masai pulam –, Camargo se sentiu renovado para voltar para casa. “Tão difícil quanto deixar o meu mundo para conhecer outros mundos foi voltar e me recolocar”, diz ele.
A estudante Patrícia Mendoza foi trabalhar 
numa escola infantil na Austrália

O período sabático também costuma ser motivado pelo fechamento de um ciclo de vida, como aconteceu com a escritora americana Elizabeth Gilbert. Autora do best-selller “Comer, Rezar, Amar”, que virou filme, ela viajou para Itália, Índia e Indonésia após o fim de seu casamento. Depois de se reencontrar, voltou apaixonada e com o projeto do livro na bagagem. Seu livro, inclusive, ajudou a aquecer o mercado de viagens sabáticas no Brasil. Neste primeiro semestre, a STB registrou um aumento de 30% na procura por esse tipo de viagem em relação ao ano passado. E, de olho no filão, a agência acaba de lançar roteiros inspirados no livro para os países visitados por Elizabeth para quem quer um hiato mais longo do que as férias. Quem já tirou um sabático garante que fazer esta pausa não é um sonho distante, basta planejar. “É importante que a pessoa negocie com a família, esclareça os seus pontos”, diz o escritor Steinberg. “E faça um pé de meia, para o tempo que estiver fora e para quando voltar.” Afinal, é preciso recomeçar.

Flashmob: AFS de Bruxelas



O AFS de Bruxelas colocou a galera pra se movimentar. Veja o vídeo e você verá do que estamos falando..

Concurso Cultural AFS Intercultura Brasil


1)      Tema
O que você levaria do Brasil em uma viagem de intercâmbio? 

2)      Formas de participação
Para participar do concurso o candidato deve Twitar ou postar no mural do AFS uma frase de até 120 caracteres com uma resposta para a pergunta “O que você levaria do Brasil em uma viagem de intercâmbio?“ acompanhado da tag #concursoAFS. Além disso o candidato deve ser amigo do AFS Intercultura Brasil no Facebook ou seguir o twitter oficial do mesmo.

3)      Prêmio
O vencedor do concurso ganhará o livro “1000 lugares para conhecer antes de morrer”. 

4)      Regulamento
Como Funciona o concurso?
Os candidatos devem ser amigos do AFS Intercultura Brasil no Facebook ou seguirem o perfil do AFS no Twitter e enviarem uma resposta de até 120 caracteres + a tag #concursoAFS para: O que você levaria do Brasil em uma viagem de intercâmbio?

A melhor frase, avaliada pela equipe de comunicação do AFS Intercultura Brasil, será premiada com o livro “1000 lugares para conhecer antes de morrer”. 

Para validar a sua participação a frase <span>NÃO DEVE</span>:
- Conter material ofensivo de qualquer tipo.
- Conter material de propriedade intelectual de terceiros. Toda e qualquer responsabilidade neste sentido será atribuída, exclusivamente, aos autores das frases.
- Conter mais de 120 caracteres.

Até quando enviar a frase e quando será divulgado o vencedor?
As frases deverão ser enviadas até o dia 14/11/2010. Frases enviadas após essa data não estarão participando da promoção. O resultado será divulgado no dia 15/11/2010. Para candidatos do Twitter a frase deve ser twittada em perfil próprio sempre acompanhada da tag #concursoAFS. Para candidatos do Facebook a frase deverá ser postada em perfil pessoal no mural do perfil AFS acompanhada da tag #concursoAFS.

A escolha do vencedor será feita com base nos critérios subjetivos de: criatividade, originalidade e adequação ao tema. Toda decisão do AFS Intercultura Brasil é final e indiscutível. 

5)      Datas
As frases devem ser postadas entre os dias 02/11/2010 e 14/11/2010. O resultado será divulgado no dia 15/11/2010. 

Termos e Condições:
1-      O Concurso é aberto para todos “Amigos” do perfil AFS Intercultura Brasil no Facebook e “Seguidores” do perfil @Afsbra no Twitter.
2-      O último dia para participação no concurso é 14/11/2010.
3-      Participantes entram na competição ao postar uma frase respondendo a pergunta “O que você levaria do Brasil para uma viagem de intercâmbio?” no Mural do AFS Intercultura Brasil ou em um Tweet com a hashtag #concursoAFS.
4-      As melhores frases e a frase vencedora do Concurso será divulgada no dia 15/11/2010.
5-      Qualquer participante pode sugerir mais de uma frase.
6-      O AFS Intercultura Brasil se reseva o direito de utilizar as frases enviadas ao concurso em suas peças de divulgação, website e perfis em redes sociais.
7-      O prêmio é o livro “1000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer”, de Patrícia Schulz, entregue por correio dentro do território nacional.
8-      O vencedor do concurso será contatado por mensagem no Facebook ou Direct Message no Twitter, de acordo com a rede utilizada.
9-      Ao entrar no concurso, participantes concordam com os termos e condições declaradas
10-  O AFS se reserva no direito de apagar frases desrespeitosas e que não condizam com a Missão da organização das redes sociais.

Intercâmbio: uma oportunidade para unir lazer e conhecimento

Hoje, pessoas de todas as idades, inclusive com deficiências, se lançam nessa aventura






Bernadete, como todos os que estudam uma língua estrangeira, viu no intercâmbio a oportunidade de melhorar a pronúncia e a fluência em inglês. Foi assim que, aposentada, ela se inscreveu em uma agência especializada para fazer um curso de seis meses no Canadá, encontrou o que procurava, e se adaptou ao perfil da turma.

Aos poucos, Bernadete superou a timidez e descobriu ainda as vantagens do contato com jovens estudantes e os benefícios de viver uma rotina no exterior.

- Uma experiência muito boa porque você conhece outra cultura. Você viaja conhece melhor a cidade em que você está e conhece pessoas de todo o mundo -considera a aposentada, Maria Bernadete de Souza Marinho.


Além do desafio cultural e do idioma, o intercâmbio é também um momento de muita expectativa para a família de quem vai ficar longe de casa. Imagine então, o único filho de um casal argentino que nasceu prematuro e, aos 17 anos, resolveu viajar para o Brasil.Uma vontade que nasceu em um site da internet.

- Eu sempre falo com a mãe, ela sempre liga muito pra cá e a gente conversa. Tem sido uma experiência maravilhosa. Assim, na verdade foi presente que nós recebemos a família inteira tá achando assim, ótimo. Eles são muito obedientes,são bons, são bons companheiros e a gente tem aprendido muita coisa com eles- conta Narla Sathler Musse, professora do IFRN e voluntária.

- Eles reagiram bem, ou seja, ele ficaram assim com cuidado no princípio, no primeiro momento. Eles apoiaram a iniciativa que era uma coisa que eu queria, estava com vontade de fazer. Então eu falei para eles porque eu queria fazer, então eu fui apoiado pela minha família – comenta o estudante,Octávio Nicolas Carreño.

Octávio só distingue luz e sombras. Ficou cego depois do parto, mas a deficiência não limitou a curiosidade dele.

- Eu consigo me locomover bem dentro da cidade. Com as limitações que a cidade também oferece. Eu não sei o que eu quero conhecer, não sei ainda o que eu vou fazer no fim de semana. Mas eu fico com vontade de ir no show da banda Grafith. Eu não conheço as músicas, mas eu quero ir para o show de grafitão – revela Octávio.

Da cidade já conheceu alguns bairros e o rosto vermelho denuncia que a praia já entrou muitas vezes no roteiro de Octávio em um mês de intercâmbio. Um exemplo de que não existe regra para quem se dispõe a aprender...e porque não, ensinar. Alexis, intercambista francês instalado na mesma casa de Octávio que o diga.

- Muitas frutas diferentes, que não tem na Europa. Tapioca que é muito bom - cita Alexis Stouffs, intercambista francês.

Quer saber mais sobre intercâmbio? anote o site da ONG que cuidou da vinda dos intercambistas que você viu na reportagem. Anote aí www.afs.org.br



Fonte: http://intertvonline.globo.com/rn/noticias.php?id=7000

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O intercâmbio cultural na vida estudantil

No dia 11 de agosto comemorou-se o dia do estudante. A data é celebrada desde 1827, em que D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país.
Para muitos estudantes, o intercâmbio cultural é uma opção durante a vida escolar. A neozelandesa, Morgan Walker está no Brasil como intercâmbista desde janeiro. Segundo ela, a experiência que vivencia oferece muitas oportunidades, como por exemplo, de se tornar tradutora. E hoje lida com o mundo de uma maneira diferente.
Bárbara Miranda fez intercâmbio na Alemanha em 2006, e para ela a experiência serviu mais como crescimento pessoal, mudou sua forma de lidar com as tarefas e deveres. Agora ela possui perspectivas maiores de futuro em relação aos estudos e quer voltar para fora do país para estudar outras culturas e línguas.
Para Júlia Herszenhut, que também foi para Alemanha, em 2004, o intercâmbio repercutiu na vida profissional, pois a influenciou pelo fato de estudar arquitetura. Portanto, conhecer novos lugares a influencia em seu modo de projetar. E ao falar outra língua que não é um idioma que todos falam, há um maior acesso a referências e consegue estudar mais a fundo algum tema. “O intercâmbio me tornou uma pessoa mais curiosa, que quer sempre aprender mais”.
A tailandesa Anyarat Thinsuk está em Brasília desde janeiro e afirma que aprendeu outra cultura e idioma. Ela já conhece vários brasileiros e diz ter oportunidade de se comunicar com mais pessoas pelo fato de falar português.